domingo, 29 de outubro de 2017

Professores indicam temas para a redação do Enem 2017



Matéria retirada do Guia do Estudante
tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma das coisas aguardadas com mais ansiedade pelos vestibulandos. Não há como adivinhar qual será o de 2017, mas pedimos a coordenadores de diferentes cursinhos que dessem sugestões de temas aos quais vale a pena ficar de olho.
Embora as apostas tenham variado, quase todas tinham algo em comum: tratam de questões sociais, seguindo o que seria uma tendência observada nos dois temas das provas de 2016, a intolerância religiosa e a racial.
Educação: Bullying – O assunto ficou em destaque com a série 13 Reasons why, exibida na Netflix, sobre uma garota que comete suicídio porque, entre outros motivos, sofreu bullying na escola. Como outros temas da prova, este também recebeu lei específica e recente do governo federal (lei 13.185/2015). “Seria uma forma leve de abordar um tema de educação, área que nunca foi abordada na prova, e que está na pauta do dia do país junto com outros fatos de impacto político e social”, diz Thiago Braga, professor e coordenador de redação do Colégio e Cursinho pH, do Rio de Janeiro.
Internet: Notícias falsas – As notícias falsas (fake news) ganharam maior destaque após influenciarem importantes fatos políticos, como a acirrada vitória de Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos, e o resultado do plebiscito Brexit, que definiu a saída do Reino Unido da União Europeia, ambos fatos marcados por inúmeras notícias falsas divulgadas na internet. O mesmo já ocorrera no Brasil nas eleições de 2014. A disseminação dessas notícias levou os gigantes Google e Facebook a adotar medidas de controle do que é veiculado. A aposta é de Ana Paula Dibbern, professora de Português e Redação do Cursinho Maximize, em São Paulo.
Tecnologia e sociedade: Tecnovícios – a relação viciante que os brasileiros experimentam no uso de telefones celulares multimídia. O uso intenso de smartphones envolve inúmeros aspectos, como na família, em educação, na saúde e no trânsito, entre outros. A dica é do professor Sérgio de Lima Paganim, Supervisor de Português do Curso Anglo, em São Paulo.
Saúde: Obesidade – Ela está em crescimento no país. Segundo a última pesquisa por amostragem, feita por telefone pelo Ministério da Saúde, nos últimos dez anos a obesidade subiu de 11,8% das pessoas consultadas para 18,9%. Mais da metade dos consultados (53,8%) disseram que estão com excesso de peso; há dez anos eram 42,6%. Foram ouvidas mais de 53 mil pessoas com 18 anos ou mais de idade.
“A redação do Enem costuma funcionar como forma de conscientizar as pessoas sobre o tema escolhido. As famílias, país afora, discutem o assunto que caiu na prova. É o que aconteceu com a questão da persistência da violência contra a mulher, por exemplo. Na esfera da saúde do brasileiro, temos dois dados bastante preocupantes: o crescimento da obesidade e também o das ocorrências de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)”, destaca Dibbern, do Maximize. O tema é também aposta de Braga, do Curso pH.
Meio ambiente: responsabilidade ambiental – “Após episódios como o rompimento da barragem de rejeitos em Mariana, o corte de recursos do Fundo Amazônia pelo governo da Noruega, a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o Aquecimento Global, entre outros fatos, os temas ligados à questão ambiental ganharam destaque e podem aparecer na redação. Dentre os recortes possíveis, merecem atenção a poluição urbana em lixo e transporte, o desmatamento e a geração de energia”, aposta Dibbern.“Se quiserem falar da questão ambiental e fugir do polêmico tema Amazônia, eles vão abordar a questão do lixo e da reciclagem. O país quase não faz coleta seletiva de lixo e recicla pouco. Acho que esse tema viria endereçado a uma questão geral, como a responsabilidade das empresas, ou a necessidade de difusão de uma cultura de coleta seletiva e de reciclagem”, avalia Braga, do pH. Paganim, do Anglo, também avalia os temas de Meio Ambiente como fortes para cair na prova.
Outros temas citados:
Internet: a polarização de posições e opiniões nas redes sociais.
Patrimônios imateriais: como preservar e valorizar elementos culturais das matrizes africanas e indígenas.
Presídios superlotados: como garantir dignidade e oportunidades fora da criminalidade para pessoas privadas de liberdade.
Preconceito linguístico; desafios da mobilidade urbana; a ocupação dos espaços públicos; e respeito aos direitos do público LGBT.
Sérgio de Lima Paganim, do Curso Anglo, tece ainda um comentário e uma dica:
“Há uma ambiguidade em discutir temas possíveis para a redação, pois o tema será o recorte de um grande assunto que envolveu a vida nacional nos anos recentes. Por um lado, uma indicação nossa pode alertar o candidato menos preparado para a necessidade de se informar e de se preparar melhor para a prova. Por outro, quando esse grande assunto vira tema da redação, ele recebe um recorte e ali, no momento da prova, é crucial observar o enfoque e a coletânea preparada pela banca que especificam esse recorte. Por isso, recomendo que, nessa reta final, os candidatos busquem provas anteriores e façam um exercício de leitura de cada recorte apresentado, no Enem e em outros vestibulares”.

Tempos verbais em inglês



Na língua Inglesa, assim como em outras, existem os tempos verbais que são as variações do verbo usadas para indicar em qual momento a ação expressada está acontecendo. São eles:

Simple Present (Presente simples): Usado para expressar ações habituais, situações e fatos atuais, verdades universais, além de ser usado para expressar gostos, desejos, sentimentos e opiniões.
  • They like to eat bread for breakfast. (Eles gostam de comer pão no café da manhã)
Simple Past (Passado simples): Usado para expressar situações que já ocorreram e não ocorrerão mais, ou seja, ações que começaram e terminaram no passado. Nesse tempo verbal, é necessário observar se os verbos são regulares (recebem o “-ed”) ou irregulares (mudam de forma) quando conjugados.
  • My brother liked his old job. (Meu irmão gostava do antigo emprego dela) – regular
  • I spoke English with my family. (Eu falava em inglês com minha família) – irregular
Simple future (Futuro simples): Usado para expressar ações que irão acontecer no futuro, além de ações que provavelmente acontecerão no futuro.
  • My brother will cook for us. (Meu irmão cozinhará para nós)
Observação: Outra maneira de formar o tempo verbal no futuro é utilizando o “going to” quando se quer expressar ações que estão, ou que provavelmente estão, prestes a acontecer.
  • We are going to eat a pie, please. (Nós vamos comer uma torta, por favor)
Present continuous (Presente contínuo): Usado para expressar situações que estão ocorrendo naquele momento ou acabaram de acontecer, além de expressar ações que estão sofrendo alteração no momento da fala e situações que se repetem e expressam ações previamente planejadas para acontecer em um futuro próximo.
  • They are reading a book together. (Eles estão lendo um livro juntos)
Past continuous (Passado contínuo): Usado para expressar ações que estão acontecendo em um determinado período no passado, além de expressar situações habituais que ocorrem no passado.
  • I was running last week. (Eu estava correndo semana passada)
Future continuous (Futuro contínuo): Usado para expressar ações que ocorrerão em um momento do futuro já definido.
  • They will be finishing it tomorrow. (Eles estarão terminando isso amanhã)
  • fonte: https://www.infoescola.com/ingles/tempos-verbais-em-ingles/

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

REDAÇÃO VESTIBULAR – regras técnicas

Título

Dever ser centralizado, só a 1ª inicial maiúscula. Nele, não pode haver ponto final, entretanto, outros pontos podem ser utilizados. Se fizer uma interrogação, a resposta deve estar, obrigatoriamente, ao longo da redação. 
As aspas no título devem ser colocadas em apenas um dos termos, pois ele já está em evidência. 
Lembre-se ainda que uma palavra usada no título não deve ser repetida na 1ª linha da introdução. 
A criatividade também deve ser levada em consideração, pois um título sem criatividade ocorre uma perda de ponto de argumentação. 
O que é um título não criativo? é aquele que copia o tema, por exemplo. Não existe tema-título há muitos anos no vestibular, apenas a UFU (Universidade Federal de Uberlândia) às vezes ainda o utiliza. Além disso, títulos banais, simplórios demais também perdem ponto de argumentação. Uma dica é você transformar o argumento principal no seu título, assim você não perderá ponto de argumentação nesse quesito.
Lembre-se de que no Enem o título NÃO é obrigatório.

Introdução

É a entrada da redação, e obrigatoriamente, apresenta-se o tema com a tese do candidato. Essa seria a crítica principal que o vestibulando vai seguir durante toda a redação. Tudo o que for dito na introdução deve ser provado no desenvolvimento e solucionado na conclusão. Se fizer uma pergunta, por exemplo, ele deve ser respondida ao longo do texto.

Desenvolvimento

É bom salientar que um texto argumentativo tem no mínimo 3 parágrafos. Embora uma redação padrão Enem, 4 parágrafos são ideais. Dessa forma, um bom desenvolvimento compõe-se em 2 parágrafos.
Para cada parágrafo, o ideal é ter no mínimo 4 linhas e no máximo 6 linhas. Isso não é regra, mas uma orientação. Dentro dos parágrafos de desenvolvimento, deve-se provar o problema encontrado sobre o tema que foi apresentado na introdução, assim como também sustentar a crítica realizada no primeiro parágrafo. Essa comprovação é feita por meio de exemplos ou de argumentos de autoridade (citação ou paráfrase).
Lembre-se sempre de que uma citação deve ter em média duas linhas e não compor o parágrafo inteiro. O importante não é citar, parafrasear ou expor exemplos, mas argumentar a informação que tiver.

Conclusão

O último parágrafo ou fechamento do texto. O lugar de uma solução para o problema apresentado na introdução. Como é o parágrafo para respostas, não pode haver perguntas. O questionamento poderá ser feito entre a introdução e o último parágrafo de desenvolvimento, na conclusão não. 
Também não é bom colocar citação, contudo, não é proibido. Há pessoas que conseguem muito bem pôr uma citação na conclusão, mas não é uma tarefa fácil e muitos não conseguem, por isso falo para evitar.

Questões estruturais a serem evitadas no texto argumentativo:

- não repetir palavras na mesma linha e nem entre uma linha e outra; 
- "onde" só relaciona antecedente lugar;
- erros de acentuação, ortografia;
- utilização de vocabulário inadequado como vulgarismos, gírias, palavras rebuscadas demais e arcaísmos;
- erro de margem;
- parágrafo longo ou curto;
- uso de clichês;
- mudança de pessoa discursiva;
- uso direcionado de 2ª pessoa;
- intromissão;
- letra ruim;
- pontuação errada;
- usar "conclui-se que " e a palavra "solução" na conclusão.

Questões argumentativas a serem evitadas:

- não apresentar o tema na introdução;
- não apresentar a crítica/problema na introdução;
- não colocar provas no desenvolvimento;
- não elaborar proposta de solução na conclusão.

Prova zerada:

- fuga ao tema;
- ferir os direitos humanos;
- fuga à tipologia textual;
- plágio.
*Autora: Kerlly Herênio - professora, corretora de redação, especialista em Gêneros textuais, mestre em Linguística, doutora em redação.

ESQUEMA PARA PRODUÇÃO DE REDAÇÃO

INTRODUÇÃO:

1) CONTEXTUALIZAÇÃO;
2) PROBLEMA (APRESENTAÇÃO DO TEMA);
3) TESE (CRÍTICA - O QUE O PROBLEMA SIGNIFICA, A CAUSA OU CONSEQUÊNCIA)
ITENS 1, 2 E 3 NO PRIMEIRO PARÁGRAFO.

DESENVOLVIMENTO:

4) PROVAS:
4.1) 2ª PARÁGRAFO: RETOMADA DA INTRODUÇÃO - PROBLEMA - ARGUMENTO 1 = PROVA + CRÍTICA;
4.2) 3ª PARÁGRAFO: RETOMADA DA INTRODUÇÃO - TESE - ARGUMENTO 2 = PROVA + CRÍTICA.

CONCLUSÃO:

5) PROPOSTA DE INTERVENÇÃO = SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA CITADO NA INTRODUÇÃO. INTERVENÇÃO COM DUAS AGÊNCIAS.





quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Análise da Prova de Inglês do Enem


Resultado de imagem para inglês
Link para a prova de 2016:

https://geekiegames.geekie.com.br/blog/wp-content/uploads/2016/11/CAD_ENEM_2016_DIA_2_07_AZUL.pdf

QUESTÃO 91

Frankentissue: printable cell technology

In November, researchers from the University of Wollongong in Australia announced a new bio-ink that is a step toward really printing living human tissue on an inkjet printer. It is like printing tissue dot-by-dot. A drop of bioink contains 10,000 to 30,000 cells. The focus of much of this research is the eventual production of tailored tissues suitable for surgery, like living Band-Aids, which could be printed on the inkjet.
However, it is still nearly impossible to effectively replicate nature's ingenious patterns on a home office accessory. Consider that the liver is a series of globules, the kidney a set of pyramids. Those kinds of structures demand 3D printers that can build them up, layer by layer. At the moment, skin and other flat tissues are most promising for the inkjet. 

Disponível em: http://discovermagazine.com. Acesso em: 2 dez. 2012. 

O texto relata perspectivas no campo da tecnologia para cirurgias em geral, e a mais promissora para este momento enfoca o(a)
A uso de um produto natural com milhares de células para reparar tecidos humanos. 
B criação de uma impressora especial para traçar mapas cirúrgicos detalhados. 
C desenvolvimento de uma tinta para produzir pele e tecidos humanos finos.
D reprodução de células em 3D para ajudar nas cirurgias de recuperação dos rins. 
E extração de glóbulos do fígado para serem reproduzidos em laboratório. 
OBSERVE QUE A QUESTÃO É DE INTERPRETAÇÃO TEXTUAL. A MAIORIA DAS QUESTÕES DE INGLÊS SÃO DESSA FORMA. 
A COMISSÃO ORGANIZADORA QUE COMPÕE A PROVA DO ENEM JÁ PERCEBEU HÁ MUITO TEMPO QUE A MAIORIA DOS INSCRITOS NÃO TEM O DOMÍNIO DA LÍNGUA INGLESA E NÃO EXISTE FORMA MELHOR DE AVALIAR ESSE DOMÍNIO DO QUE PELA INTERPRETAÇÃO TEXTUAL.
OBSERVE AINDA QUE DUAS PALAVRAS FORAM REPETIDAS MAIS DE UMA VEZ NO TEXTO, ELAS SÃO:  "INKJET" E "BIO-INK".
QUANDO UM LÉXICO (VOCÁBULO, PALAVRA) É REPETIDA MAIS DE UMA VEZ, O TEXTO É DIRECIONADO A ELE SEMANTICAMENTE, OU SEJA, ELES SÃO IMPORTANTES PARA O SENTIDO DO TEXTO.
ESSAS PALAVRAS REPETIDAS NÃO SÃO PREPOSIÇÕES OU PRONOMES, MAS SUBSTANTIVOS OU ADJETIVOS, PRINCIPALMENTE. E ELAS É QUE VÃO DIRECIONAR À RESPOSTA CORRETA.
VEJAMOS, INKJET TRATA-SE DE UM SUBSTANTIVO QUE SIGNIFICA JATO DE TINTA E, BIO-INK TINTA FEITA DE CÉCULAS PARA IMPRESSÃO. POR ISSO, A RESPOSTA CORRETA É A LETRA C desenvolvimento de uma tinta para produzir pele e tecidos humanos finos.

QUESTÃO 95
BOGOF is used as a noun as in 'There are some great bogofs on at the supermarket’ or an adjective, usually with a word such as 'offer' or 'deal' - 'There are some great bogof offers in store’.
When you combine the first letters of the words in a phrase or the name of an organisation, you have an acronym. Acronyms are spoken as a word so NATO (North Atlantic Treaty Organisation) is not pronounced N-A-T-O. We say NATO. Bogof, when said out loud, is quite comical for a native speaker, as it sounds like an insult, 'Bog off!' meaning go away, leave me alone, slightly childish and a little old-fashioned. 
BOGOF is the best-known of the supermarket marketing strategies. The concept was first imported from the USA during the 1970s recession, when food prices were very high. It came back into fashion in the late 1990s, led by big supermarket chains trying to gain a competitive advantage over each other. Consumers were attracted by the idea that they could get something for nothing. Who could possibly sai 'no'? 
Disponível em: www.bbc.co.uk. Acesso em: 2 ago. 2012 (adaptado). 

Considerando-se as informações do texto, a expressão "bogof" é usada para
A anunciar mercadorias em promoção. 
B pedir para uma pessoa se retirar. 
C comprar produtos fora de moda. 
D indicar recessão na economia. 
E chamar alguém em voz alta. 
BOGOF É UM ACRÔNIMO FORMADO PELAS PRIMEIRAS LETRAS DA EXPRESSÃO BUY ONE GET ONE FREE E É USADO NO TEXTO PARA ANUNCIAR MERCADORIAS EM PROMOÇÃO.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Redação Vestibular


Quais os requisitos básicos para a produção de um texto?
a)Conhecimento sobre o tema.
b)Domínio da norma padrão.
c)Conhecimento da estrutura.
Os textos dissertativos-argumentativos têm por finalidade principal persuadir o leitor sobre o ponto de vista do autor a respeito do assunto. 
Argumentar é convencer ou tentar convencer alguém a respeito da veracidade das ideias que estamos expondo. 
QUAIS AS PARTES QUE COMPÕEM O TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO?
a)Introdução
b)Desenvolvimento
c)Conclusão
Então, a finalidade ao se produzir um texto é conduzir o leitor para dentro dele e, para conseguir esse intento, deve-se atrair, seduzir...
“A introdução é o espaço onde se anuncia, se coloca, se promete, se desperta... Introduzir é convidar.”
                                   (Edvaldo Boaventura)
O desenvolvimento é a segunda parte de uma redação e  representa o corpo do texto. Aqui serão desenvolvidas as ideias propostas na introdução. 
É o momento em que:
a)apresentam-se as informações que se tem sobre o assunto;
b)defende-se o ponto de vista acerca do tema proposto.
Deve-se tomar o cuidado para não deixar de abordar nenhum item proposto na introdução.
  Pode estar dividido em 2 ou 3 parágrafos.
A abordagem depende da técnica definida na introdução:
a)três argumentos (tópico frasal);
b)causas e consequências;
c)prós e contras. 
A conclusão é a parte final do texto:
a)em que se condensa o conteúdo desenvolvido,
b)reafirma-se o posicionamento exposto na tese;
c)lança-se perspectiva sobre o assunto. 
Pode-se fazer uma reafirmação do tema e dar-lhe um fecho, bem como apresentar possíveis soluções para o problema apresentado.
Apesar de ser um parecer pessoal, jamais se inclua.
  Evite começar com palavras e expressões como: concluindo, para finalizar, conclui-se que, enfim...(!!!)

segunda-feira, 27 de março de 2017

A redação de tipologia dissertativo-argumentativa: texto superficial?


Texto de Kerlly Karine P. Herênio


A redação de tipologia dissertativo-argumentativa é tratada como um texto convencional, tradicional, por ter sido extremamente difundido devido à Portaria Ministerial nº 391, ainda por ser moldado em regras. Luna (2004) diz que é uma situação em que o aluno observa um tema, e deve obrigatoriamente escrever com originalidade. Guedes (2009, p.89) observa que essa realidade teve influência ainda na década de 50, pois

o uso do termo redação intensificou-se a partir do desenvolvimentismo dos anos 1950, perpassa todo o período do chamado milagre econômico e começa a findar com a crise econômica da segunda metade dos anos 1970. Redação expressa a eficiência tecnocrática dos engenheiros, economistas, administradores, politicólogos civis e militares que foram substituindo os bacharéis no comando dos negócios, eficiência que acabou por se tornar o emblema da sociedade brasileira nesse período.

Eficiência é a palavra que culminou para o conceito do texto de tipologia dissertativo-argumentativa, contudo, o que foi proliferado ao ensino de produção de texto, tratou-se, na verdade, de uma “deficiência” e não eficiência, pois “a escola (...) valoriza a cultura das classes dominantes (...)[o comportamento do aluno] é avaliado em relação a um “modelo”, que é o comportamento das  classes dominantes (SOARES, 2000, p.15).
O dito ensino tradicional de redação nas aulas de Língua Portuguesa, que é impreterivelmente norteado pelas tipologias narrativas, descritivas e dissertativas, é discutido desde os anos 1980, conforme se observa em Lopes-Rossi (2002, p.19), a qual afirma que “as condições de produção de redação na escola são consideradas inadequadas”, pois trazem “artificialidade das situações de redação”; “descaracterização do aluno como sujeito no uso da linguagem”; “artificialidades dos temas propostos” e como consequência pouco interesse por parte dos alunos; “falta de objetivos de escrita por parte do aluno”; “falta de um real leitor”.
Bressanin (2006, p.55) diz que a redação reproduz uma situação superficial em que o discente sente a obrigação de produzir um texto sobre um assunto o qual nunca havia pensado, além disso, muitas vezes, desconsidera o destinatário de sua redação e acaba escrevendo para si mesmo. Desconsidera-se aí a funcionalidade do texto, a característica subjetiva do locutor, do interlocutor, e a relação com o mundo.
A argumentação neste tipo de tipologia apresenta apenas a tentativa de organização do autor para produzir um texto com um pensamento lógico, ter um ponto de vista e comprová-lo sob o tema que é proposto para a produção. Pilar (2002, p.162) diz que o aluno deve “comprovar sua competência discursiva”, adequando-se ao contexto da prova. Preocupando-se não apenas com a correção gramatical, mas também com o desenvolvimento do tema, léxico adequado e uma tese comprovada e sustentada.
Geraldi (1997, p.20) reflete que o processo de ensinar numa concepção tradicional de ensino é centrado na transmissão de informações, conhecimentos, atividade realizada pelo docente, e, de outro lado, o aluno, o receptáculo. Na produção escrita, esse tipo de atitude, tão comum na aula de produção textual, invoca uma argumentação baseada na artificialidade. Ao contrário, acreditamos na produção de texto “como uma devolução da palavra ao sujeito (...) e na possibilidade de recuperar na história contida e não contada, elementos indicativos do novo (...) e de retomar o vivido” (GERALDI, 1997, p.20).
Assim, o texto dissertativo-argumentativo, além de ser uma constante no ensino,  é creditado que ao final de onze anos de percurso de escolarização, o aluno se aproprie do conhecimento formal (Cf. CASTALDO e COLELLO, 2014). Contudo, não é bem o que acontece, tantos alunos ficam com medo de escrever por temerem os erros ortográficos, ou por terem dificuldade de dizer por escrito o que são aptos de dizerem oralmente (FERREIRO, 1993). Lopes-Rossi (2002, p. 20) afirma que o “texto produzido na escola (a redação) não é um texto autêntico, não existe na nossa vida social, não tem finalidade a não ser cumprir uma exigência do professor ou do programa de ensino”.
O próprio vestibular é culpado na artificialidade da produção escrita do texto dissertativo-argumentativo, pois descaracteriza o contexto em que o sujeito/aluno está inserido, não aborda uma adequada condição de produção, não inserindo o texto em um contexto social. Ao contrário, obriga o aluno a se inserir na “eficiência” de produzir um texto adequado à situação artificial/superficial apenas de uma prova.
Marinheiro e Borges (2011, p. 136) corroboram ao afirmar que “o que ocorre é apenas uma tentativa para cumprir a tarefa, de tal forma que, muitas vezes, o aluno, por não conseguir posicionar-se como autor, não consegue sustentar seu argumento”. Afirmam ainda que “quando o aluno escreve um texto não partilhado de suas histórias (...) esse texto permanece no eixo previsível, alguns motivos para isso acontecer é por o sujeito a partilhar de uma ideologia dominante que escreve conforme o senso comum”. Observa-se, portanto, o texto dissertativo-argumentativo é como um simples exercício, fora do escopo social, um texto estereotipado.
Mas o texto dissertativo-argumentativo é sempre superficial? Na escola, várias situações de produções são superficiais, pois descaracteriza o aluno como sujeito da linguagem – o discente apenas reproduz o discurso escolar, ou o que fica na memória como sendo o que a escola ou o próprio vestibular dá importância, privilegia. (Cf. LOPES-ROSSI, 2002). Superficial por que faz com que o aluno pense “eu devo usar este termo” ou “esta palavra é proibida”, etc. Além disso, muitos temas que foram utilizados não pertenciam ao contexto do aluno. Pêcheux (2008) já afirmava que muitas vezes ocorrem banalizações de conceitos e direcionamento para satisfação das urgências pedagógicas do mercado.
Hoje, já se percebe um avanço no que diz respeito a um melhor trato do texto dissertativo em sala de aula, ressaltando-se as esferas sociais e finalidades específicas do texto. Concordamos que, deve-se, pois,


considerar as condições de produção (...), apostar na equivocidade da linguagem (...), na possibilidade de sempre ter sentidos deslizantes, à deriva, opacos, uma vez que são frutos do movimento da língua na história, e não do “encaixe” de um certo conteúdo em uma forma fixa. (BRITO, 2012, p. 180).

terça-feira, 21 de março de 2017

Instruções para redação acadêmica


1.1. Como ler um texto acadêmico: 

Seja qual for a técnica de leitura adotada, é imprescindível ter como ponto de partida que toda leitura exige concentração. Nenhum texto jamais será suficientemente claro se o leitor não prestar atenção nele. 
Muitas vezes, mais de uma leitura é necessária para se alcançar uma compreensão razoável do texto. Faça anotações, grife, consulte dicionários, discuta com os colegas, pergunte-se se o que está lendo faz sentido. 
Também é importante salientar que a bibliografia secundária ou bibliografia de apoio nunca substitui a leitura da bibliografia básica. Os manuais, livros paradidáticos e de divulgação podem eventualmente ajudar a esclarecer dificuldades encontradas na interpretação dos textos indicados na bibliografia básica. Entretanto, por seu caráter introdutório, costumam abusar de informações de senso comum, quando não resultam em meras simplificações de conceitos e argumentos. Uma formação acadêmica sólida exige o enfrentamento com os textos básicos. 

1.2. Como escrever um texto acadêmico: 

A) Em qualquer texto acadêmico, seja resenha, análise, resumo, projetos (iniciação científica, mestrado, doutorado, pós-doutorado), é de primordial importância escrever de maneira clara, precisa, concisa e com bom domínio do idioma culto; 
B) O texto deve se desenvolver por meio de encadeamentos lógicos ou nexos argumentativos evidentes. Um texto prolixo, impreciso e desorganizado dificilmente prenderá a atenção do leitor e, portanto, não conseguirá convencê-lo das hipóteses defendidas e das teses sustentadas. Um texto que exige do leitor um enorme esforço de compreensão é, do ponto de vista demonstrativo, ineficaz; 
C) Convém que as frases sejam curtas e que cada uma delas contenha uma só ideia. Evite intercalações excessivas ou ordens inversas desnecessárias; 
D) Na construção dos argumentos, é preciso evitar tanto o excesso de parágrafos, em que cada frase é considerada um novo parágrafo, como a ausência de parágrafos. No texto, os parágrafos representam a articulação dos raciocínios e por isso a relação entre um parágrafo e o seguinte deve ser evidente e linear. Lembre-se que “a mudança de parágrafo toda vez que se avança na sequência do raciocínio marca o fim de uma etapa e o começo de outra” (SEVERINO, 2003, p. 85). 
E) Evite expressões coloquiais, gírias, jargões, excesso de termos técnicos, pedantismo, barbarismos, bem como expressões e raciocínios de senso comum. Tampouco aposte numa suposta erudição para impressionar o leitor. 
F) Um bom texto é gramaticalmente correto. Respeite as regras de pontuação e acentuação (em especial a crase). Atente para a concordância verbal e nominal, regência verbal e nominal. Lembre-se que nem os acentos nem a pontuação foram abolidos. Na dúvida, consulte um bom livro de gramática e os dicionários da língua portuguesa.

2. CRITÉRIOS BIBLIOGRÁFICOS 

Você não pode citar os textos consultados de qualquer maneira. Existem regras específicas para isso, embora nem todas as revistas acadêmicas se orientem pelos mesmos critérios bibliográficos. 
A seguir, encontram-se as normas adotadas para a apresentação de colaborações à Revista Brasileira de Ciências Sociais: 
Livro: SOBRENOME DO AUTOR (em caixa alta) /VÍRGULA/ seguido do nome (em caixa alta e baixa) /PONTO/ data entre parênteses /VÍRGULA/ título da  obra em itálico /PONTO/ nome do tradutor /PONTO/ nº da edição, se não for a primeira /VÍRGULA/ local da publicação /VÍRGULA/ nome da editora /PONTO. 
EXEMPLO: SACHS, Ignacy. (1986), Ecodesenvolvimento, crescer sem destruir. Tradução de Eneida Cidade Araújo. 2a edição, São Paulo, Vértice. 
Artigo: sobrenome do autor, seguido do nome e da data (como no item anterior) / “título do artigo entre aspas /PONTO/ nome do periódico em itálico /VÍRGULA/ volume do periódico /VÍRGULA/ número da edição /DOIS PONTOS/ numeração das páginas. 
EXEMPLO: REIS, Elisa. (1982), “Elites agrárias, state-building e autoritarismo”. Dados, 25, 3: 275-96. 
Coletânea: sobrenome do autor, seguido do nome e da data (como nos itens anteriores) / ‘‘título do capítulo entre aspas’’ /VÍRGULA/ in (em itálico)/ iniciais do nome, seguidas do sobrenome do(s) organizador(es) /VÍRGULA/ título da coletânea, em itálico /VÍRGULA/ local da publicação /VÍRGULA/ nome da editora /PONTO. EXEMPLO: ABRANCHES, Sérgio Henrique. (1987), “Governo, empresa estatal e política siderúrgica: 1930-1975”, in O.B. Lima & S.H. Abranches (org.), As origens da crise, São Paulo, Iuperj/Vértice. 
Teses acadêmicas: sobrenome do autor, seguido do nome e da data (como nos itens anteriores) /VÍRGULA/ título da tese em itálico /PONTO/ grau acadêmico a que se refere /VÍRGULA/ instituição em que foi apresentada /VÍRGULA/ tipo de reprodução (mimeo ou datilo) /PONTO. EXEMPLO: SGUIZZARDI, Eunice Helena. (1986), O estruturalismo de Piaget: subsídios para a determinação de um lugar comum para a Ciência e a Arquitetura. Tese de mestrado. Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, datilo.

3. REGRAS DE CITAÇÕES (SEGUNDO A ABNT): 

Existem 04 definições para citação: 
• Citação: menção, no texto, de uma informação extraída de outra fonte; 
• Citação direta: transcrição textual do autor consultado; 
• Citação indireta: transcrição livre do autor consultado;
• Citação de citação: transcrição direta ou indireta em que a consulta não tenha sido no trabalho original. 

 3.1. Regras Gerais 

A- Quando o(s) autor(es) citado(s) estiver no corpo do texto a grafia deve ser em minúsculo, e quando estiver entre parênteses deve ser em maiúsculo. 
B- Devem ser especificadas, o ano de publicação, volume, tomo ou seção, se houver e a(s) página(s). 
C- A citação de até 03 linhas acompanha o corpo do texto e se destaca com dupla aspas. Exemplos: Barbour (1971, v.21, p. 35) descreve "o estudo da morfologia dos terrenos" "Não se mova, faça de conta que está morta" (CLARAC; BONNIN, 1985, p. 72) 
D- Para as citações com mais 03 linhas, deve-se fazer um recuo de 4,0 cm na margem esquerda, diminuindo a fonte e sem as aspas. Exemplo: Devemos ser claros quanto ao fato de que toda conduta eticamente apropriada pode ser guiada por uma de duas máximas fundamentalmente e irreconciliavelmente diferentes: a conduta pode ser orientada para uma "ética das últimas finalidades", ou para uma "ética da responsabilidade". Isso não é dizer que uma ética das últimas finalidades seja idêntica à irresponsabilidade, ou que a ética de responsabilidade seja idêntica ao oportunismo sem princípios (WEBER, 1982, p.144). 
E- Para citações do mesmo autor com publicações em datas diferentes, e na mesma seqüência, deve-se separar as datas por vírgula. Exemplo: (CRUZ, 1998, 1999, 2000) 
F- Nas citações que aparecerem na sequência do texto podem ser referenciadas de maneira abreviada, em notas: 
 - apud - citado por, conforme, segundo; 
 - idem ou id - mesmo autor; 
 - ibidem ou ibid - na mesma obra; 
 - opus citatum, opere citato ou op. cit. - obra citada; 
 - passim - aqui e ali (quando foram retirados de intervalos);
 - loco citato ou loc. Cit. - no lugar citado; 
 - cf. - confira, confronte;
- sequentia ou et seq. - seguinte ou que se segue. 
Somente a expressão apud pode ser usada no decorrer do texto. 

4. HONESTIDADE INTELECTUAL

Além dessas regras que norteiam a redação acadêmica, é importante saber que a universidade preza a chamada honestidade intelectual. Entre os casos de desonestidade intelectual, o que nos interessa mais de perto diz respeito ao plágio. 
Plagiar, segundo as definições correntes , é: - apresentar palavras e ideias alheias como se fossem próprias; - usar trabalhos de outras pessoas sem fornecer os créditos; - praticar roubo literário; - apresentar como novas e originais ideias extraídas de uma fonte já existente. 
Quer seja praticado por desconhecimento ou de propósito, o plágio é moral e legalmente condenável, já que implica se apropriar do trabalho de outra pessoa e posteriormente ocultar esse fato. Para tentar evitá-lo, a seguir apresentamos brevemente alguns exemplos mais comuns dessa prática. 

4.1. Citação direta ou cópia literal de outro texto: 

o trecho plagiado é idêntico ao original. A diferença é que o trecho citado não está entre aspas. Exemplo: Texto original: “Já que normalmente aconteciam no interior dos Estados territoriais modernos, supunha-se que as discussões acerca da justiça concerniam às relações entre cidadãos, deveriam submeter-se ao debate dentro dos públicos nacionais e contemplar reparações pelos Estados nacionais.” (FRASER, Nancy (2009). “Reenquadrando a justiça em um mundo globalizado”. Lua Nova, São Paulo, 77, Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102- 64452009000200001&lng=pt&nrm=iso.)

Texto plagiado: 

Já que normalmente aconteciam no interior dos Estados territoriais modernos, supunha-se que as discussões acerca da justiça concerniam às relações entre cidadãos, deveriam submeter-se ao debate dentro dos públicos nacionais e contemplar reparações pelos Estados nacionais. 

4.2. Mistura ou intercalações de diferentes trechos de textos.

 Há casos em que o plagiador segmenta o texto original e o espalha ao longo do seu próprio texto, na tentativa de ocultar seu plágio. Há casos, ainda, em que o plagiador intercala textos de diferentes autores. Exemplo: Já que normalmente aconteciam no interior dos Estados territoriais modernos, supunha-se que as discussões acerca da justiça concerniam às relações entre cidadãos, deveriam submeter-se ao debate dentro dos públicos nacionais e contemplar reparações pelos Estados nacionais. Os debates sobre a situação atual que conduzimos hoje tornam evidente a cisão sempre maior entre os limitados espaços de ação circunscritos aos estados nacionais, de um lado, e os imperativos globais, ou seja, os imperativos econômicos que praticamente não se podem mais influenciar por meios políticos, de outro.

4.3. Paráfrase (também chamada de citação conceptual ou citação livre): 

reprodução em que não se transcrevem as próprias palavras do autor, mas, por outro lado, não se exclui o conteúdo do documento original. No entanto, nem toda paráfrase constitui plágio. É plágio quando há alteração e/ou inversão de ordem de algumas palavras ou frases, sem o reconhecimento da fonte original. A paráfrase não é plágio quando se reconhece a fonte original e são utilizadas as próprias palavras e frases. O texto original, nesse caso, serve apenas de inspiração. Se queremos dizer o que o autor argumenta com nossas próprias palavras, podemos usar os termos: conforme, segundo, de acordo etc. Exemplo de plágio (tendo como base o texto de Fraser citado acima em 4.1): Como as discussões sobre a justiça normalmente aconteciam no interior dos Estados territoriais modernos, pensava-se que elas dissessem respeito às relações entre cidadãos e, por isso, deveriam se submeter ao debate dentro das arenas nacionais, sendo as reparações proporcionadas pelos Estados nacionais.

Fonte: http://dcp.fflch.usp.br/dcp/images/DCP/pdf/graduacao/Instrucoes_para_redacao_academica.pdf