PROPOSTA DE PRODUÇÃO TEXTUAL

 Tema


 

A família contemporânea e a sua representação em questão no Brasil

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema A família contemporânea e sua representação em questão no Brasil, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. 

Texto 1 

Acompanhar e registrar as mudanças da família brasileira tem sido um grande desafio para o IBGE. O Censo de 2010 listou 19 laços de parentesco que se formaram, contra 11 em 2000. Os lares modernos somam 28,647 milhões, ou seja, 28.737 a mais que a formação clássica. O estudo concluiu que a família brasileira se multiplicou, deixando para trás o modelo convencional de casal com filhos. As combinações são as mais diversificadas possíveis e proporcionais ao desejo de encontrar a felicidade em uma relação a dois. A partir desse conceito, encontramos os casados que residem em casas separadas e as crianças que moram em duas casas diferentes; as famílias homoafetivas, que já representam 60 mil e são oficializadas do ponto de vista legal, e sendo a mulher representante de 53,8% dos lares nesse arranjo familiar; as mulheres que vivem sozinhas e representam cerca de 3,4 milhões em todo país; há ainda 3,5 milhões de homens na mesma situação; além das 10,197 milhões de famílias em que só há mãe ou pai; e tem ainda aquelas pessoas que dividem o mesmo teto, mas não têm nenhum laço familiar e se unem por uma conveniência financeira, apenas para dividir o aluguel, são os chamados “conviventes” e representam 400 mil lares. Disponível em: http://www.jb.com.br/pais/noticias/2014/01/02/seculo-21-em-acao-novas-familias-constroem-uma-sociedadealternativa/. Acesso em 23 fev 2015 (trecho).

Texto 2 

O desenvolvimento de instituições modernas do Estado e do mercado abarca, em parte, as antigas funções da família, restringindo a esfera de atuação desta às dimensões da afetividade e da reprodução da vida, em seus aspectos biológico e culturais. Por essa razão, é importante refletir sobre como o Estado, por meio de seu papel regulador e de promotor de politicas públicas, deve assumir responsabilidades perante os indivíduos, as famílias e o bem-estar coletivo. ITABORAÍ, N. R. A proteção social da família brasileira contemporânea: reflexões sobre a dimensão simbólica das políticas públicas. Disponível em: http://www.abep.nepo.unicamp.br. Acesso em: 23 fev 2015.

Texto 3 

Lidar com as famílias, hoje, é lidar com a diversidade; famílias intactas, famílias em processo de separação, famílias monoparentais, famílias reconstruídas, famílias constituídas de casais homossexuais, famílias constituídas de filhos adotivos, famílias constituídas por meio das novas técnicas de reprodução. A família intacta, tal qual nos acostumamos a pensar como sendo o modelo de família, é, hoje em dia, uma das várias formas de se viver a família. A multiplicidade “ser família”, hoje, cria um hiato na geração que aprendeu o “ser família” de acordo com determinadas características e sua concretização na prática. Talvez só a geração dos filhos saiba desenvolver a maneira de denominar tal realidade. MOREIRA, B. F. O que há de novo nas novas famílias? Disponível em: http://www.tvebrasil.com.br. Acesso em: 23 fev 2015.

Modelo de Redação 

Desde a promulgação da Constituição Cidadã, em 1988, a democracia brasileira é consolidada nos pilares democráticos de liberdade e de igualdade. Entretanto, no que diz respeito à configuração da família contemporânea no Brasil esses direitos não são garantidos e geram um paradoxo no cenário, visto que a concepção familiar está se transformando e pluralidade ainda não é totalmente reconhecida devido a uma sociedade conservadora e ao preconceito enfrentado pelos que não são representados. 

Cabe destacar que o pensamento conservador ainda existe na sociedade. Em 2015, o “Estatuto da Família” foi lançado pela Câmara dos Deputados para definir o modelo que pode ser considerado um núcleo familiar no Brasil. Contudo, esse projeto de lei legitima somente a união entre homem e mulher e não contempla a união de casais do mesmo sexo, por exemplo. De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE, é possível perceber que cada vez mais aumenta o número de casamentos homoafetivos, divórcios, mulheres como chefes de família e a diminuição na taxa de fecundidade, e por isso esses novos retratos devem ser respeitados. 

Além disso, essa perspectiva engessada do modelo estereotipado de família colabora com a perpetuação na intolerância. Crianças que não possuem um perfil familiar tradicional acabam sendo vítima de preconceitos na escola, visto que esse aspecto ainda é tratado com indiferença na sociedade. Frequentemente, casos são noticiados nos jornais sobre a quantidade de crianças que esperam por adoção, porém, quanto menos casais do mesmo sexo e crianças adotadas sofrerem preconceitos, mais incentivo outras pessoas terão para adotarem e diminuírem esse número em abrigos e orfanatos. 

Fica claro, portanto, a necessidade de considerar a representatividade de outras configurações familiares. Dessa forma, a escola como instituição social e de integração, deve inserir mais as famílias no ambiente escolar e promover palestras com o objetivo de discutir essa temática trazendo o ensinamento aos alunos e coibir preconceitos. O governo, também, deve atuar e criar punições eficazes para a intolerância por meio de disque-denúncias que possam investigar esses casos de intolerância e punir eventuais violências, além de diminuir o processo burocrático de adoção para casos homoafetivos para que o maior número de crianças possa estar inserido em um núcleo familiar.


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