Proposta de redação
A partir da leitura dos textos motivadores a seguir, e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija
um texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da Língua Portuguesa sobre o tema “Educação inclusiva
em questão no Brasil”. Apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione,
de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Texto 1
Presença de aluno com deficiência em classe comum do ensino básico cresce 5 vezes desde 2003. Um total de 751 mil pessoas com deficiência física, intelectual ou sensorial tiveram assegurado o direito de frequentar
escolas da rede regular no País. O Brasil aumentou em cinco vezes o número de matrículas de pessoas com deficiência em classes comuns da educação básica e em seis
vezes e meia na educação superior desde 2003, quando o governo instituiu as primeiras políticas públicas estruturantes na perspectiva de
inclusão escolar para essa parcela de estudantes. “É um avanço importante e que coloca o Brasil como referência entre os países da América
Latina”, afirma a diretora de políticas de educação especial do Ministério da Educação (MEC), Martinha Clarete Dutra dos Santos.
De acordo com dados de 2015 do Censo da Educação Básica, 751 mil pessoas com deficiência física, intelectual ou sensorial tiveram
assegurado o direito de frequentar escolas da rede regular no País. “Passamos de um percentual de 13% de matrículas na educação básica,
em 1998, para 79% em 2014”, diz Martinha. “Se considerada somente a rede de educação básica pública, o percentual de inclusão na
educação básica é ainda maior, chegando a 93%”.
Na formação superior, o Brasil saiu de 5 mil matrículas para, em 2014, atingir 33,4 mil alunos com deficiência em cursos de graduação.
[...]
PRESENÇA de aluno com deficiência em classe comum do ensino básico cresce 5 vezes desde 2003. Portal Brasil, Brasília, 4 abr. 2016. Disponível em:
. Acesso em: 6 fev. 2017.
Texto 2
Com avanços na educação, Lei Brasileira de Inclusão com punições para atitudes discriminatórias e com mudanças em áreas como a educação, a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015),
que foi criada em 6 de julho de 2015 e entrou em vigor em 2 de janeiro de 2016, representou um grande avanço
na inclusão de pessoas com deficiência na sociedade.
— A lei avança na cidadania das pessoas com deficiência ao tratar de questões relacionadas à acessibilidade, educação e trabalho e ao
combate ao preconceito e à discriminação. Ela cria um novo conceito de integração total. Questões que eram desconsideradas agora terão
que ser discutidas – afirma o senador Paulo Paim (PT-RS), que foi o principal responsável por iniciar o debate sobre a Lei Brasileira de Inclusão
no Congresso Nacional há 15 anos, quando era deputado federal.
[...]
No âmbito da inclusão escolar, a Lei Brasileira de Inclusão obriga as escolas privadas a acolherem os estudantes com deficiência no ensino
regular e a adotar as medidas de adaptação necessárias sem que nenhum ônus financeiro seja repassado às mensalidades nem às matrículas.
A Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), que representa as escolas particulares, questionou a norma por
acreditar que ela comprometeria o orçamento dos estabelecimentos de ensino. Em junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a
exigência, considerando-a constitucional.
COM AVANÇOS. Agência Senado, Brasília, 5 jul. 2016. Disponível em:
. Acesso em: 6 fev.
Texto 3
[...]
A construção de escolas de boa qualidade e inclusivas para todos deve, [...], necessariamente envolver o desenvolvimento de políticas
escolares de aprimoramento profissional docente, com vistas a prepará-los pedagogicamente para trabalhar com a pluralidade sociocognitiva
e experiencial dos estudantes por meio de enriquecimento de conteúdos curriculares que promovam a igualdade, a convivência pacífica, a
aprendizagem mútua, a tolerância e a justiça social.
FERREIRA, Windyz B. Educar na diversidade: práticas educacionais inclusivas na sala de aula regular. In: Ensaios Pedagógicos – Educação Inclusiva: direito à diversidade.
Brasília: SEESP/MEC, 2006. Disponível em: . Acesso em: 6 fev. 2017.
Instruções:
• O texto deve ser escrito a tinta e em até 30 linhas.
• A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação terá o número de linhas copiadas desconsiderado
para efeito de correção.
Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
• tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “insuficiente”;
• fugir ao tema ou não atender ao tipo dissertativo-argumentativo;
• apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos;
• apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto.
Comentários
Postar um comentário