TEMA: Os impactos da superexposição nas redes sociais sobre a saúde mental dos adolescentes

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Os impactos da superexposição nas redes sociais sobre a saúde mental dos adolescentes”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.

TEXTO 1




TEXTO 2

Nos últimos dias, a internet foi tomada por uma polêmica envolvendo duas influenciadoras adolescentes: Duda Guerra e Antonela Braga. A briga, amplamente divulgada e comentada nas redes sociais, pode parecer banal à primeira vista, mas revela um problema cada vez mais urgente na sociedade contemporânea: a superexposição digital de jovens e seus efeitos sobre a saúde mental. De acordo com especialistas entrevistadas pelo g1, o caso é apenas a ponta do iceberg. O fenômeno da exposição constante na internet, motivada por busca de visibilidade, validação social e engajamento, pode desencadear uma série de consequências emocionais, como ansiedade, depressão e perda de identidade. Isso acontece porque, cada vez mais, adolescentes constroem sua autoestima a partir da aceitação online, muitas vezes associada a curtidas, seguidores e comentários. Outro ponto que chama a atenção é como o julgamento público se volta quase exclusivamente às meninas. Enquanto os rapazes envolvidos na polêmica pouco apareceram ou foram responsabilizados, as jovens protagonizaram um verdadeiro “tribunal digital”, marcado por linchamentos, ofensas e rótulos ofensivos. Esse cenário escancara não apenas a desigualdade de gênero, mas também o quanto a cultura do espetáculo e a lógica das redes sociais contribuem para o adoecimento psíquico das juventudes. Além disso, vale destacar que os conflitos ganharam proporções muito maiores do que o previsto. Isso porque, diferentemente de outras gerações, os adolescentes de hoje crescem sob o olhar constante das câmeras. Qualquer erro ou comentário impensado se transforma em conteúdo viral, replicado por milhões. A consequência disso é uma pressão extrema para manter uma imagem perfeita, algo simplesmente inalcançável durante a fase de desenvolvimento da identidade. Fonte: G1.

TEXTO 3

Embora o termo sharenting ainda não seja familiar para todos, sua prática já está profundamente enraizada na rotina digital de muitas famílias brasileiras. A palavra, que combina os termos sharing (compartilhar) e parenting (paternidade/maternidade), representa o ato de pais postarem imagens, vídeos e informações pessoais dos filhos nas redes sociais, muitas vezes, ainda na gravidez ou nos primeiros meses de vida. Além disso, como enfatiza a especialista, há riscos reais e urgentes que ultrapassam a esfera da privacidade. As imagens compartilhadas podem ser alteradas por inteligência artificial e utilizadas em esquemas criminosos, como pornografia infantil e redes de pedofilia. O número crescente de denúncias na SaferNet Brasil reforça o alerta: só em 2023, foram quase 72 mil registros de abuso infantojuvenil online, um crescimento de 70% em relação ao ano anterior. Vale destacar ainda que esse fenômeno pode se relacionar diretamente com a saúde mental das crianças. Afinal, quando expostas sem controle à internet desde muito cedo, elas carregam rótulos e julgamentos que podem impactar sua construção de identidade, gerar ansiedade, afetar a autoestima e provocar distúrbios emocionais duradouros. Para além da esfera familiar, a legislação brasileira também se posiciona. A Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garantem o direito à privacidade, à imagem e à dignidade das crianças e adolescentes, além de proibirem tratamentos constrangedores ou vexatórios. Ainda assim, a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no caso de menores segue sendo um desafio — especialmente porque as plataformas digitais não exigem validações eficazes para perfis infantis. Fonte adaptada: Câmara dos Deputados – Rádio Câmara.

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